A luta armada está conosco, a ilusão de paz e amor está com os hippies.

Luta armada é a resposta inevitável em um mundo onde a violência do Estado e do capital são as únicas linguagens que a classe dominante entende. A ilusão de paz e amor, pregada por aqueles que querem nos pacificar, é uma farsa conveniente, uma estratégia para desarmar nossa revolta e manter as massas adormecidas. Não há paz possível dentro de um sistema que se alimenta da exploração, da opressão e da destruição de vidas. Falar de amor e harmonia enquanto o sangue dos oprimidos escorre pelas mãos de governantes e empresários é uma covardia, uma traição aos que sofrem nas entranhas deste mundo cruel.

A paz é uma mentira, uma fantasia vendida por aqueles que lucram com nossa passividade. A verdadeira paz só virá com a destruição completa das estruturas que nos escravizam, e isso não será alcançado com flores, canções e abraços. O pacifismo é uma arma da classe dominante, uma ideologia que busca desarmar os oprimidos enquanto o Estado continua a nos massacrar com sua polícia, seu exército, suas leis e sua repressão cotidiana. A não-violência só serve aos opressores, que usam o pacifismo para legitimar sua própria violência sistemática. Quem defende a paz sem justiça está do lado do opressor.

Luta armada é a linguagem dos que não têm mais nada a perder. Ela é o último recurso de quem foi empurrado para o abismo, de quem vive sob o jugo de um sistema que não reconhece sua humanidade. Quando o diálogo falha, quando a negociação é uma farsa, quando a repressão é constante, a revolta armada se torna o único caminho possível. Não se trata de glorificar a violência pela violência, mas de reconhecer que, em um mundo onde a violência é a regra, não é possível derrubar o opressor sem enfrentá-lo com as mesmas armas que ele usa para nos subjugar.

Os hippies pregavam amor e paz, mas foram rapidamente cooptados pelo próprio sistema que fingiam criticar. Seu movimento foi absorvido pela indústria cultural, transformado em mais uma mercadoria nas prateleiras do capitalismo. Enquanto cantavam sobre flores e fraternidade, o Estado continuava bombardeando países pobres, assassinando militantes e criminalizando qualquer forma real de resistência. O sistema os transformou em símbolo da apatia, da fuga da realidade, da recusa em enfrentar as verdadeiras contradições de uma sociedade baseada na exploração. Não é com eles que marchamos. A nossa luta é a luta pela vida real, pela liberdade que só pode ser conquistada por meio da força.

É fácil pregar a paz quando se está em posição de privilégio, quando não se sente o peso do cassetete, quando não se tem a porta arrombada pela polícia às quatro da manhã. Mas para quem vive na linha de frente, para os explorados, os marginalizados, a paz é um luxo impossível. Eles não podem esperar por uma transformação pacífica que nunca virá. A mudança real vem pela ação direta, pela insurgência, pelo ataque frontal às estruturas de poder que perpetuam a miséria. O sistema só conhece uma linguagem: a do confronto. E é nessa linguagem que falamos.

A luta armada não é uma escolha moral, mas uma necessidade histórica. Não há revolução sem enfrentamento, sem romper as correntes com as próprias mãos. A burguesia, o Estado, os capitalistas nunca cederão pacificamente seu poder, nunca abrirão mão de suas riquezas sem serem forçados. Eles só conhecem a força, e é com força que devemos respondê-los. Não é o amor que nos libertará, mas a ação revolucionária organizada e decidida, disposta a ir até as últimas consequências para derrubar o sistema que nos oprime.

Aqueles que falam de paz e amor enquanto o mundo arde em desigualdade, fome e guerra são cúmplices dessa opressão. A paz sem justiça é a paz dos cemitérios, onde os mortos descansam enquanto os vivos continuam a sofrer sob o jugo dos poderosos. Nós não queremos essa paz. Queremos uma paz construída sobre as ruínas do Estado e do capital, uma paz que só pode ser alcançada depois de destruirmos completamente as bases desse sistema genocida. E se isso exige luta armada, então que assim seja.

Não seremos enganados pelo pacifismo burguês, que serve apenas para manter o status quo. Sabemos que a verdadeira transformação exige sacrifícios, exige confrontar o inimigo com todas as armas disponíveis. E quando a hora chegar, não hesitaremos. A ilusão de paz e amor é para os que já se acomodaram, para os que têm o luxo de ignorar a dor e o sofrimento que o sistema impõe aos mais fracos. Mas não é conosco. Nós somos a revolta, a força indomável que não se curvará até que o último bastião da opressão seja destruído.

A paz, para nós, só virá quando o sistema estiver no chão, quando o poder tiver sido arrancado das mãos dos opressores e devolvido ao povo. Até lá, a luta continua, e com ela, a necessidade de usar todos os meios possíveis para garantir que a revolução triunfe.


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