Se você defende o Estado mínimo, está defendendo a sua própria morte.

"Ah, então você defende o Estado mínimo?" Vamos encarar o que isso realmente significa: você está defendendo a intensificação da exploração, a morte lenta e dolorosa dos pobres, e o completo abandono dos mais vulneráveis. Estado mínimo é um eufemismo para um massacre controlado, uma desculpa para que o capital se mova livremente, esmagando vidas sem qualquer resistência. Defendê-lo é defender a sua própria morte, é assinar o contrato que legitima sua destruição como ser humano em nome do lucro de uma minoria que vive nas sombras, acumulando riqueza à custa do suor, da dor e do sangue de quem não tem nada.

O Estado mínimo não é um estado "menos opressor" – é a institucionalização da barbárie capitalista. Ele não quer te dar liberdade, quer te deixar à mercê do mercado, das corporações, dos banqueiros, dos que transformam a miséria em mercadoria. Esse modelo reduz a máquina estatal ao seu núcleo mais brutal: proteção da propriedade privada e repressão. Ele não corta a violência; ele corta o que resta de direitos. A polícia e o exército continuam intocados, prontos para reprimir com ainda mais força, enquanto a saúde, a educação, o transporte e todos os serviços que ainda dão algum respiro para o povo são dizimados.

Quem defende o Estado mínimo está, na prática, defendendo a privatização da vida. Tudo vira mercadoria: sua saúde, sua moradia, sua capacidade de sobreviver. Se você não pode pagar, morre. Simples assim. O Estado mínimo é uma sentença de morte para quem não pode comprar o direito de viver. Enquanto o capital se apodera de tudo, você será deixado à deriva, sem qualquer proteção, sem qualquer amparo. Os ricos continuarão protegidos por suas fortunas, e os pobres serão jogados à cova aberta que o neoliberalismo escava todos os dias.

Defender o Estado mínimo é defender o desmonte completo do que resta de humanidade nas políticas públicas. Não se engane: não é sobre "liberdade" ou "eficiência", é sobre garantir que os ricos possam acumular ainda mais poder, sem ter que pagar pelo bem-estar da sociedade. É sobre criar um mundo onde o mercado decide quem vive e quem morre. Não há escolha real, não há igualdade de condições – quem tem dinheiro vive, quem não tem é descartado. Estado mínimo significa menos intervenção para proteger o povo, e mais intervenção para proteger os lucros.

E para aqueles que acreditam que o Estado mínimo significaria menos opressão, acordem. O Estado mínimo é, na verdade, o Estado máximo da repressão e da violência econômica. Ele vai manter intacta a sua polícia militarizada, suas forças de repressão prontas para esmagar qualquer levante, qualquer tentativa de resistência. O que ele vai reduzir são as garantias mínimas que ainda restam para quem trabalha, para quem estuda, para quem precisa de saúde pública. Ele corta o auxílio do desempregado, mas aumenta o orçamento para as armas e para o aparato de controle. O resultado é claro: mais desigualdade, mais pobreza, mais morte.

A lógica do Estado mínimo é simples: cada um por si, e quem tem dinheiro controla tudo. Mas não se engane, você não está incluído nesse "cada um por si". Você não tem poder sobre os preços, sobre o mercado, sobre as decisões que definem o destino da sociedade. Os grandes empresários, os banqueiros, os especuladores têm. E é isso que o Estado mínimo garante – que esses poucos possam continuar operando sem qualquer obstáculo, enquanto você é esmagado pela força do mercado, sem direitos, sem apoio, sem futuro.

Ao defender o Estado mínimo, você está defendendo a sua própria morte – seja a morte física pela fome, pela falta de acesso à saúde, pela violência urbana descontrolada, ou a morte social, ao ser reduzido a um número, um CPF descartável no grande cassino do capital. Não há dignidade num mundo regido por essa lógica. O Estado mínimo é o mínimo de proteção, o mínimo de direitos, o mínimo de dignidade. Ele é o máximo de exploração, o máximo de opressão econômica, o máximo de abandono.

Então, você quer um Estado mínimo? Cuidado, porque é exatamente isso que o sistema quer que você deseje. Eles querem que você peça por sua própria aniquilação, que você acredite que menos Estado significa mais liberdade, quando, na verdade, significa mais controle pelas corporações, mais poder nas mãos de quem já o tem. É o próprio povo se condenando ao sacrifício, caindo na armadilha de um discurso que parece libertador, mas que é apenas uma nova forma de escravidão.

O Estado mínimo é o máximo da violência disfarçada de liberdade.


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