LIBERAIS E CONSERVADORES NÃO SÃO REVOLUCIONÁRIOS.
Liberais e conservadores não são revolucionários, e isso não é difícil de entender. Ambos muito ocupados protegendo o que já existe, cegando o sistema que os mantém confortáveis. Os liberais se orgulham de discursos sobre “liberdade” e “direitos”, mas no fundo querem preservar o mercado, manter o lucro de quem está por cima. Os conservadores, por outro lado, nem disfarçam: querem que tudo continue como sempre foi, que a tradição prevalece, que as coisas ficam seguras para quem já está instalado nas estruturas de poder. Nenhum dos dois quer ver o chão tremer de verdade, porque sabemos que qualquer abalo na estrutura atual ameaça os privilégios que defendemos.
A revolução que ambos tem não é apenas uma mudança de quem ocupa o poder, mas uma transformação que rasga o sistema, que expõe e destruição as fundações possíveis. Os liberais vão sempre barrar qualquer tentativa de ruptura, vão colocar o verniz de “mudança gradual” ou “reforma” como se isso fosse suficiente. Mas, no final, tudo isso é uma disfarce para garantir que o capital continue seu jogo de exploração. Já os conservadores preferem a brutalidade, usando o moralismo, a religião e o medo de uma suposta “decadência” para manter o povo sob controle, ameaçando com o caos caso o sistema seja desafiado.
A revolução real é subversiva, e ela ameaça tanto os liberais quanto os conservadores, pois os dois lados defendem, de maneiras diferentes, o mesmo monstruoso: o sistema que concentra riqueza, oprime e empurra a maioria para a margem. Enquanto os liberais falam em “progresso” e os conservadores em “ordem”, quem realmente quer uma mudança estrutural sabe que nenhuma dessas palavras significa libertação. Quem quer liberdade verdadeira, igualdade real e o fim das injustiças sabe que não é pelas mãos de liberais ou conservadores que isso vai acontec

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