O ESTADO POLICIAL E O SISTEMA.

O Estado Policial é o câncer terminal de qualquer sociedade que ousa se autoproclamar livre. Não há liberdade quando o sistema se fecha de questionamentos, quando as engrenagens sujas do poder moem o povo em nome de uma "ordem" que nunca existe, exceto para proteger os mesmos parasitas de sempre. A história já mostrada: do Brasil ao mundo, a polícia nunca foi — e nunca será — uma força para a proteção da vida, mas sim o braço armado de quem está no topo, alimentando o ciclo de repressão. Não há justiça na ponta do cassete, só o sufocamento de qualquer grito que ousa romper o silêncio.

Movimentos surgem, sempre surgiram, porque onde há opressão, há resistência. Mas o sistema é sagaz; ele tenta desarticular, corromper, dividir. Demonizam os que lutam, chamam de terroristas, de vândalos, de baderneiros, porque é conveniente apagar o verdadeiro inimigo: o próprio sistema. No Brasil, vemos isso com a brutalidade escancarada da polícia militar, herança maldita da ditadura, cujo propósito nunca foi defender o povo, mas esmagá-lo, controlar os corpos e as mentes que se desviam da rota traçada pelo poder.

No entanto, a história é teimosa. O poder não é eterno, e os que hoje apontam as armas, amanhã cairão sob o peso de suas próprias corrupções. A polícia, esse monstro que protege o patrimônio e reprime a vida, não passa de uma máquina de violência gratuita, e seu fim é resultado. Enquanto houver sistema, haverá sangue nas ruas. Mas enquanto houver sangue nas ruas, haverá revolta. O Estado Policial pode sufocar, mas não pode matar a chama de quem sabe que liberdade não se pede, se toma. E o que hoje é uma multidão reprimida, amanhã será um levante que não vai pedir permissão pra existir


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