Povos oprimidos e explorados, quando unidos, o sistema treme.
Quando os povos oprimidos e explorados se unem, o sistema treme, porque sabe que sua sobrevivência depende da divisão, do controle, da manutenção da desigualdade. O sistema capitalista, que domina o mundo, não é forte por ser justo ou eficiente, mas porque conseguiu fragmentar os oprimidos, isolando-os em bolhas de desespero, fazendo-os acreditar que estão sozinhos em sua luta. Mas quando essa fragmentação se quebra, quando as linhas que dividem raça, etnia, classe e nacionalidade se dissolvem, o poder dominante vacila.
A união dos oprimidos é o que o sistema mais teme, porque ela expõe a verdadeira fraqueza de suas estruturas. O poder da elite depende da submissão de muitos ao controle de poucos. Eles precisam que os pobres se enxerguem como inimigos, que os trabalhadores de diferentes origens desconfiem uns dos outros, que os marginalizados aceitem seu destino como inevitável. A separação é a arma mais eficaz do opressor. Enquanto você está lutando contra o seu igual, eles estão acumulando mais poder, mais riqueza, mais controle sobre sua vida.
A classe dominante não tem medo de protestos isolados, de greves localizadas, de revoltas regionais. Eles sabem como lidar com essas coisas. Mas quando os oprimidos se organizam em uma frente unificada, algo muda. O medo passa para o outro lado. O capitalista, que sempre agiu com impunidade, começa a perceber que sua posição está ameaçada. Ele sabe que não pode reprimir todos ao mesmo tempo. Não pode suprimir um movimento global que questiona a própria base de seu poder.
A história prova que quando os oprimidos se unem, o sistema balança. Vejam as revoluções do passado. O levante dos escravizados no Haiti, as greves gerais que paralisaram países, os movimentos anticoloniais que forçaram os impérios a recuarem – todas essas são lições do que acontece quando a união dos explorados se transforma em ação coletiva. O sistema é forte, sim, mas não é invencível. Sua força vem da nossa fraqueza, da nossa desunião, do nosso conformismo.
O sistema capitalista é movido pelo lucro, mas esse lucro depende diretamente da exploração das massas. Sem a força de trabalho dos oprimidos, sem a expropriação dos recursos dos países periféricos, sem a destruição da natureza, o capitalismo não pode sobreviver. Quando os povos oprimidos e explorados se unem, eles ameaçam interromper essa máquina de exploração. E é por isso que a repressão sempre é tão brutal quando há indícios de união entre os trabalhadores, entre os marginalizados. A repressão policial, as leis antiterrorismo, a vigilância em massa – tudo isso existe para garantir que não se forme um movimento capaz de romper com a lógica de dominação.
Mas o sistema não é invulnerável. Ele treme quando percebe que a raiva acumulada dos oprimidos está prestes a explodir em algo mais organizado e radical. O sistema sabe que sua maior ameaça é a conscientização de classe, a união dos trabalhadores, dos povos indígenas, dos negros, dos imigrantes, dos marginalizados em uma frente unida contra o capital e o Estado. Essa é a força que pode, de fato, mudar o curso da história.
O medo da elite é ver os explorados pararem de lutar entre si. Eles sabem que, juntos, podemos destruir as fundações do seu poder. Um trabalhador precarizado na periferia de uma grande cidade tem mais em comum com um camponês que luta pela terra em outro continente do que com qualquer bilionário. Mas o sistema quer que eles nunca percebam isso. Quer que continuem se enxergando como concorrentes, como inimigos, enquanto o verdadeiro inimigo continua acumulando riqueza e poder às suas custas.
A união dos oprimidos é mais do que um simples alinhamento de causas. Ela é a convergência de todas as lutas contra a opressão e a exploração. É a compreensão de que o racismo, o sexismo, a xenofobia, a destruição ambiental e a exploração de classe são partes do mesmo sistema. Quando os trabalhadores entendem que suas condições de miséria são as mesmas, independentemente da cor da pele ou da nacionalidade, quando os povos indígenas veem que sua luta pela terra é parte de uma luta global contra a exploração, o sistema começa a ruir. Ele depende da segmentação dessas lutas, da divisão que enfraquece.
O que o sistema teme é a união global dos oprimidos. Ele teme que os trabalhadores de todos os continentes percebam que sua luta é a mesma, que o imigrante é seu aliado, que o negro explorado nas fábricas e o indígena que luta por sua terra são todos vítimas da mesma lógica de exploração. Eles temem que as fronteiras que eles desenharam se dissolvam, e que a solidariedade internacionalista tome o lugar do ódio alimentado pela elite.
Quando os povos oprimidos se unem, o sistema entra em pânico. Eles veem que não podem mais controlar os corpos e as mentes daqueles que exploram. E é por isso que eles investem tanto em propaganda, em manipulação, em violência. Mas a verdade é que o poder da elite é frágil. Ele depende da nossa divisão. E quando percebemos isso, quando nos organizamos, eles sabem que não têm como resistir.
O sistema treme porque sabe que, unidos, somos capazes de destruir suas bases de exploração. Quando os oprimidos se levantam, não há polícia, não há exército, não há aparato de Estado capaz de parar essa força. Eles sabem disso, por isso estão sempre um passo à frente, tentando impedir que essa união aconteça. Mas é inevitável. A história já mostrou isso, e a história ainda mostrará de novo. Quando os oprimidos se unem, o sistema treme. E um dia, ele cairá.
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