RELIGIÃO E ESTADO.

Religião e Estado, juntos, são a fórmula perfeita para o controle e submissão das massas. A religião, desde sempre, foi usada como uma ferramenta para justificar a dominação, ditar comportamentos e manter as pessoas presas a uma moral conveniente aos poderosos. Enquanto o Estado se estabelece como o braço armado da opressão, a religião entra como o anestésico, prometendo recompensas em um "além" distante para que o povo aceite a miséria e a exploração em vida.


A separação entre religião e Estado é uma farsa. As instituições religiosas continuam influenciando leis, políticas públicas e decisões judiciais, moldando o comportamento social de acordo com seus dogmas. No Brasil, por exemplo, vemos o peso das bancadas religiosas que legislam para impor sua moral ultrapassada, afetando diretamente os direitos das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e de qualquer um que ousa fugir dos padrões religiosos.


O Estado se aproveita da fé para se fortalecer, enquanto a religião usa o aparato estatal para impor suas visões. É uma troca suja que só beneficia quem está no topo. Ao invés de se protegerem os direitos individuais e a liberdade de crença ou não-crença, o Estado mantém uma aliança velada com o fanatismo religioso.


No final, tanto o Estado quanto a religião compartilham um objetivo comum: o controle. Ambos querem manter o povo de cabeça baixa, obediente e temeroso, seja da polícia ou de um deus punitivo.


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